A quem me fez através da literatura, sentir orgulho de minhas raízes
De ser descendente de Fabianos fortes, bravos...
Que me ensinou a ver a delicadeza das vidas secas que nos caracterizam
Vida que foi dura comigo, com meus próximos...com meus brasileiros
Ao responsável por me mostrar a beleza existente na seca...
Na cheia...na guerra...nas páginas...
De uma simplicidade tamanha...
É, professor...sem você – se me permite a intimidade
Ler não teria nunca o sentido que tem...
Não seria tão bonito...tão necessário...
Àquele que coloriu meu mundo com palavras
Que me ensinou a descobrir, na sutileza dos versos, a alma humana
Que me ajudou a me enxergar melhor...
Em Clarice, Guimarães, Graciliano Ramos, Drummond...
A me enxergar em mim, no que eu fazia, no que andava, no que movia, ria...
Era ali, nas histórias contadas por você que eu me via...e me aceitava, e me entendia
E isso, Teixeira, você talvez nunca saberia...
A quem disse coisas que até hoje reverberam em mim
E em muitos dos meus colegas, aos quais encantou, de formas diferentes,
Mas encantou...e ainda encanta...
A quem se foi tão precocemente
Que sequer pode isso tudo ouvir...
Tão rápido...
Que sequer pude me despedir...
À quem mudou minha forma de ver o mundo
...e que foi, no mundo das artes e da literatura, para mim,
o equivalente a um irmão mais velho...quase um pai...
Muito obrigada, F.T....
Muito obrigada,
Mesmo...
Da aluna teixeiral –nem tanto
Gisele
"o povo ainda vai provar do biscoito fino que é minha poesia"
ResponderExcluirda poesia e de fernando teixeira.
sem mais delongas,
bem vinda ao mundo do blog!