quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

24/02/2011

sempre assim...de repente vcs re-aparecem...de repente, não mais que de repente nos momentos em que eu mais precisava...nos momentos em que eu mais queria...

Daí a gente vai e assiste a uma aula juntas...coisa banal, mas que com vcs tem aquele quê especial - foi assim que nos conhecemos...aquele ar diferente que me traz toda aquela saudade de estar todos os dias juntas entrelaçando mais nossos nós, tão bem enlaçados e firmes, que tudo, absolutamente tudo não podia ser diferente do que é hoje.

Longe...mas perto. A mesma universidade - sonho antigo. Os mesmos sorrisos... os cabelos, as roupas, as atividades, os deveres são diferentes...mas somos nós...aquelas meninas FT maníacas, que queriam e ainda querem mudar, fazer diferente...e não tô falando só da tendência gaucheque temos (embora muitas vezes não queiramos admitir, convenhamos! rs)...tô falando da sensibilidade característica, que faz nos conseguir esses encontros em momentos específicos, e nos apoiarmos, e discutirmos....não precisar falar...
Tô falando dos sussuros entre os eventos sonoros... alta sensibilidade e especificidade....

Crescendo, mudando, mas mantendo a essência...lindas...lindas demais! Beleza em todos os sentidos...vem de dentro, ilumina...
Faz bem...traz paz na inquietude dos problemas Unifespianos ou não, traz carinho pra momentos onde é preciso estar duro e resignado...o contraponto necessário pra seguir, pra continuar as lutas diárias internas, externas, profissionais, institucionais...

Obrigada pelo ouvido, pelo olhar, pelo toque, pelas palavras, pela presença...


Como diz Camila - e só podia ser ela:
a vida enlaçou a gente
dessa teia ninguém sai não
sorte, sincronicidade
a vida conspirou pro nosso encontro


Bendito seja 2007...E que assim permaneça, até o fim! Amém!
Faltam palavras pra explicar tudo isso...faltam e se eu continuar pode ficar piegas, paro por aqui...tenho certeza que já me entenderam bem...




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

El grito de las 2 de la mañana

Eu era novinha...era muita liberdade a meu ver...uma liberdade bonita de ver,

liberdade jovem! Cheia de energia! Mundo novo, gente nova...

Gente que riu das minhas angústias, riu na minha cara das minhas mudanças...

Mas por fim...me aceitou, ou fingiu que aceitou...

Daí a gente se indignava contra o mundo e queria lutar contra tudo o que achasse errado

Nem que nossa luta fosse apenas usar um all star rasgado e sujo – a família sofreu com os all stars velhos, as calças rasgadas, as roupas de menino...

E travávamos uma luta diária,infinita, contra o preconceito, contra o senso comum...

Teve o “eu não ligo pra essa merda de moda! Dane-se a moda e essas modelos, eu sou assim e pronto!” – e os pais se perguntavam: meu Deus, o que aconteceu?

E o grunge alto...toda aquela raiva colocada pra fora de maneira violenta

Tão intensamente violenta!

Eu sou assim e pronto...pronto? Quantas vezes ouvi? Pronto pra que?

Pra ver que não era eu quem copiava (o sistema de lucro sequer me permitia/ permite copiar tendências) , e que não era/sou eu/só eu que precisava ser “guaraná antártica”

É tão estranho quando a gente entra em contradição com tudo o que dizia antes

E quando vê essa contradição...hum...

A vontade é julgar...e jogar na cara...Era realmente liberdade? Será agora uma prisão?

Da mesma forma como fui julgada quando passei por processo semelhante...

A diferença?

O amadurecimento...que veio...ou não.

Fases, fases importantes...cresci...passou...

Passou a vontade de ter o corpo igual ao da amiga, as roupas da amiga...a vida da amiga, passou...de fato!

A vontade de ser rock star (não) passou...

Não passou a raiva...não a vontade de lutar contra o que é errado...isso permanece, quero que permaneça...

A baixa auto-estima tem passado...aos poucos...

Ficaram boas lembranças, outras doloridas

E a vontade que tive de berrar tantas vezes...mas o medo e a falta de amor-próprio tão sufocantes que...

Eu baixava a cabeça...que nem uma tonta...me resignava...

É bom mudar...faz bem, quando é pra evoluir, quando nos leva a analisar determinadas situações de forma mais profunda, mais concreta...

Quando nos faz olhar pro outro por dentro...quando nos faz ver nos olhos do outro o mesmo sofrimento inerente ao ser humano que todos vivemos..

Pena que geralmente o que motiva tal mudança radical – ou a falta dela - vem de fora, e não de dentro, naturalmente levando a outro estado de alienação, outro estado de sonolência...e inércia...

Ahhh, como é cômoda a inércia...

Nos faz pensar que estamos em movimento estando parados...na verdade essa coisa de movimento e estática é bem relativa...deixemos-na pra lá...

Geralmente é tentativa de se adequar, se encontrar em algum lugar... de se sentir parte, desejo de pertencer...de possuir algo de que se possa orgulhar...

De se afirmar, resumindo...de poder dizer: Eu sou foda!

Foda em que?

Tão pequenos perto desse universo gigante...

Engrenagens de um sistema que desconhecemos...

Auto-estima é importante, mas é diferente de arrogância...dicaeternaatodosnós

Muitos passamos por isso em algum momento, todo mundo se encanta por algo e segue...algo ou alguém

Há de haver superação...ou não...

Até onde entra o outro nas nossas vidas?

O outro não só como pessoa...o outro como entidades...como influências...

Cabe perguntar: ... ... ... ...?!

Não...nunca se sabe sob quais defeitos está erguida uma personalidade...(C.L.)

Melhor deixar pra lá...como já deixei pra lá tantas questões inadiáveis de mim mesma..

Sorrio, aceito e respeito...e, dessa vez, exijo respeito...

Meu caminho está só começando...e o de muita gente também...

Se ontem eu precisava ser guaraná antártica, hoje me orgulho de ser um suco de frutas bem tropical...com toda a brasilidade que me convém...

Com direito a samba, chorinho...uma mistura dessas bem brazucas...

E não um mero refrigerante produzido em série...

Ter é muito pouco... estou, isso sim, contida num processo, sem volta...

O outro tem lugar em mim, a diferença, é que meu lugar em mim agora é o maior...

Sou o que sou – tudo o que é enquanto é, não é, por que muda...

As vidas tomam sentidos diferentes...

De tudo, em nós, fica um pouco... [resíduo!]

Somos um imenso mosaico de dinheiro, comida, células, afetos, impressões, choro, palmadas, alegria..sentimentos...e continua...

“Originalidade” (¬¬’) não existe... e não me venham tentar provar o contrário...

São milhares de anos de história, nada é totalmente novo!

Em mim...ficou um pouco de tudo isso...e um pouco de tudo ainda vai ficar...

Ficou? Com certeza ficou...

Do que era e hoje é, entretanto

Pouco, muito pouco...